• InovaLegis

    O InovaLegis traz o ferramental para servidores e empreendedores de LegisTech que buscam repensar o Legislativo e como ele interage com a sociedade civil. No conteúdo trazemos um conjunto de ferramentas que auxiliará o aprendizado técnico, assim como momentos de exposição de cases práticos da realidade dos participantes. Uniremos a experiência de quem atua na área com conteúdo acadêmico e prático no uso de tecnologia nas casas legislativas.

  • Público-Alvo

    Servidores efetivos da Casa Legislativa

    Servidores dos Mandatos Legislativos

  • Local

    Assembléia Legislativa do Estado do Amapá

  • Conteúdo Programático

    Carga-horária: 13h/ 2 dias e meio

    Data: 04 de Março de 2020 - 06 de Março de 2020

  • 1. Um Parlamento digital, para uma sociedade conectado

    Carga-horária: 1h

    A sociedade saiu de uma dinâmica analógica e hoje conta com ampla conectividade entre as pessoas e com provedores de serviços cotidianos. O consumo de informações e serviços online cresce exponencialmente de acordo com a diminuição dos custos de acesso, fazendo com o brasileiro fiquei cada dia mais horas conectado, e isso gera alguns desafios. O desenho de ferramentas digitais que são uso de cotidiano do cidadão, assim como o próprio principio de interconectividade da internet, dependem de uma lógica de colaboração e horinzontalizada que diferem da forma de trabalho e da tradição das Casas Legislativas da contemporaneidade. Um Parlamento conectado confere a capacidade de um corpo técnico que possa desenvolver uma aproximação ainda maior com o cidadão e ainda pode oferecer os subsídios necessários para a ampliação da qualidade da atuação da Casa, através da criação de ferramentas que dêem suporte à atividade legislativa.

  • 2. "Temos capacidade de fazer?" "Devemos fazer?". Os dilemas éticos de um Parlamento digital e o relacionamento com o cidadão.

    Carga-horária: 2h

    Grande mudanças de paradigma tecnológicos trazem uma serie de dilemas que a sociedade precisa construir consensos, e rever antigas concepções. Quando o campo das possibilidades é expandido, a compreensão ética também precisa contar com essa elasticidade, garantindo valores fundamentais de cada sociedade. Em grandes empresas de tecnologia, faz-se duas perguntas antes de novos desenvolvimentos tecnológicos, "Temos capacidade de fazer?" "Devemos fazer?".

  • 3. Começando um processo inovador. Foque no agente, foque nos servidores.

    Carga-horária: 1h

    Um processo de inovação deve sempre ser focado nas necessidades de um usuário final, no caso o cidadão. Contudo, antes de chegar neste estágio, é preciso amadurecer e de estruturar os objetivos almejados, portanto o agente, no caso o servidor, é uma peça fundamental. Foque no servidor para endereçar as necessidades que ele têm em construir um ambiente que propicie a busca de novas interpretações para os problemas e novos caminhos de solução dos mesmos.

  • 4. Aberturas para inovar no processo legislativo

    Carga-horária: 2h

    Um bom conhecimento do regimento da Casa Legislativa pode facilitar o mapeamento de caminhos para promoção de uma agenda digital interna. Usar o regimento pode viabilizar a capacidade de pequenos projetos, terem impacto de forma transversal no processo legislativo, com menor custo político e financeiro.

  • 5. É tudo sobre os dados. Quais são os processos de digitalização necessários na Casa Legislativa?

    Carga-horária: 1h

    O dado é a matéria-prima para um processo de transformação digital na Casa Legislativa, e a sua obtenção é a primeira e mais importante fase deste processo. As Casas Legislativas naturalmente detém vastas bases de dados que ainda não foram digitalizadas, assim como processo que poderiam ser digitalizados para atender à duas demandas: I) melhoria da eficiência de recursos e de tempo investido nas atividades cotidianas; II) construção de bases de dados que darão subsídio para a melhoria da qualidade do processo legislativo, e os seus processos posteriores de ampliação da conexão com a sociedade - cidadão, outros poderes, empresas, empreendedores, academia e organizações não governamentais.

  • 6. Compartilhando os dados e promovendo a cooperação na solução de problemas. Como iniciar?

    Carga-horária: 1h

    As grandes empreitadas da história humana precisaram mobilizar milhares, quando não milhões de pessoas trabalhando com um objetivo comum, e colaborando. O papel do servidor que está liderando este processo de transformação digital na Casa assemelha-se com uma membrana entre as dinâmicas políticas da Casa, e a sua tradição, ao passo que recebe também os estímulos externos do que há demais desenvolvido na sociedade, em termos de formas de trabalho e desenvolvimento de ferramentas.

  • 7. Como implementar soluções que promovam maior transparência para a sociedade e como chamar a sociedade para participar? Foque no cidadão.

    Carga-horária: 2h

    A ampliação do acesso à internet mudou o paradigma da produção de conhecimento, descentralizando este processo de algo restrito à academia, e à grandes departamentos de pesquisa e desenvolvimento da iniciativa privada, para indivíduos que podem colaborar com seu conhecimento de forma pontual e, muitas vezes, amadora. A Casa Legislativa deve promover a transparência de seus atos, como parte das obrigações de uma instituição pública, mas também pode usar esse momento para colher subsídios da sociedade que apoiem a sua produção legislativa.

  • 8. Desenvolvendo a inteligência e o uso de tecnologia por traz do processo legislativo

    Carga-horária: 2h

    O aprendizado acumulado nas etapas anteriores, na digitalização de processos, construção de base de dados, e na promoção de transparência e participação, propicia que o servidor consiga pensar de forma transversal, como construir ferramentas que melhorem a efetividade da Casa, na produção legislativa. Este é o momento quando o servidor consegue mobilizar forças internas e externas à casa no desenvolvimento de ferramentas mais complexas que contem com o uso de ciência de dados, e inteligência artificial, através do aprendizado de maquina que dê subsídio a atuação dos atores políticos.

  • 9. Viabilização de um projeto com uso de tecnologia no Legislativo.

    Carga-horária: 1h

    É papel do servidor que busca ser a ponta de lança em uma processo de transformação digital na Casa legislativa ter a sensibilidade de entender o papel de stakeholders envolvidos em processos político, administrativo, jurídico e financeiro para conseguir viabilizar o projeto que foi desenvolvido. Essa falta de sensibilidade na viabilização pode incorrer na falha de implementação, ou mesmo em uma implementação parcial, que não atende os objetivos mapeados anteriormente. É fundamental estar atento aos agentes envolvidos, no apoio e na resistência à cada projeto, assim como as repercussões frente à regulamentações.

  • Professores

    Conheça um pouco mais sobre os professores do InovaLegis

    Coral Michelin

    Pesquisadora, professora e consultora em design voltado para inovação. Mestre em Design Estratégico pela Unisinos, Doutoranda em Design na Anhembi-Morumbi, Graduada em Gestão Ambiental (UESA). Atualmente coordena o Centro Ruth Cardoso, coordena projetos no IED-SP e se dedica à criação da metodologia para a complexidade chamada Design Ecossistêmico.

    Debora Albu

    Mestre em Gênero e Desenvolvimento pela London School of Economics and Political Science - com bolsa pela Chevening Brazil Award - e graduada em Relações Internacionais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Realizou curso de extensão em Estudos de Gênero na Universidade de Oslo, na Noruega. Trabalhou em áreas de ativismo e juventude no Secretariado Internacional da Anistia Internacional e na Universidade da Juventude. Foi gerente de projetos e de comunicação no Centro de Relações Internacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV). Também escreve para veículos de comunicação online independentes. Desenvolve pesquisas na área de democracia e tecnologia, ativismo digital e estudos de gênero. É coordenadora da área de Democracia e Tecnologia do Instituto de Tecnologia e Sociedade.

    Fábio Almeida

    Head de Política Domestica na Embaixada Britânica. Analista político com foco no Poder Legislativo (estratégia e engajamento). Palestrante, comentarista e professor de Processo Legislativo e análise política. Consultor em assessoramento parlamentar. Servidor público com formação e experiência na iniciativa privada, sempre em busca da profissionalização e da eficiência no ambiente de trabalho. Foco em entregas com elevado valor agregado em termos de informação, em função de seu papel estratégico. Experiência de 15 anos em Lideranças Partidárias, dos quais 5 como Chefe de Gabinete, com transformação do PSD em referência por meio de gestão estratégica e criação de novos produtos e serviços, alcançando o protagonismo em momentos chave, como o Impeachment e as 10 Medidas contra a Corrupção.

    Luís Kimaid

    CEO e fundador da Bússola Tech. É cientista político e internacionalista. Já atuou na iniciativa privada, liderando a equipe de compliance do Google na América Latina entre 2015 e 2018. Anteriormente, foi servidor da Secretaria de Planejamento do Governo do Estado de São Paulo. Têm ampla experiência internacional, nas pautas de tecnologia e governança digital das eleições e direito humanitário em zona de conflito nos territórios oeste do rio Jordan no oriente médio. Foi co-realizador da Virada Política em São Paulo entre os anos de 2015 e 2018.

    Vinicius De Bragança Müller e Oliveira

    Doutor em História, professor de História Econômica do Insper e de Ética e Liderança no CLP (Centro de Liderança Pública), colaborador do Blog Estado da Arte, do Estadão.

  • Investimento

    O programa

    O programa InovaLegis foi criado pela Bússola Tech. Dentro do programa constam aulas adaptadas para a realidade de cada Casa Legislativa, assim como o conteúdo programático e o desenvolvimento da ementa com cada professor(a). Ainda, a Bússola Tech poderá realizar, a partir de convite da Escola do Legislativo, um breve acompanhamento na implementação de projeto de inovação tecnológica na Assembleia Legislativa do Amapá.

    A realização o curso

    A realização do programa é uma co-realização com a Escola do Legislativo do Amapá. Todo o conteúdo será desenvolvido de acordo com as necessidades mapeadas pela Escola do Legislativo. A Bússola Tech é responsável pela metodologia do programa, assim como os professores - de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília - e materiais, remuneração dos(as) professores(as), sua estadia em Macapá, assim como os deslocamento aéreo.

    O Investimento

    O valor do programa para a Escola do Legislativo da Assembleia Legislativa do Amapá é de R$28,500. Este recurso será utilizado pela Bússola Tech nas despesas supracitadas, isentando Assembleia Legislativa do Amapá.